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Dados & IA

Ferramentas de IA para criar dashboards: qual escolher?

Claude, ChatGPT, Copilot e Gemini testados em tarefas reais de BI: modelagem, DAX, visual customizado e narrativa. Onde cada um ganha e onde perde.

DriveData Academy · 03 de junho de 2026 · 3 min de leitura

A pergunta chega toda semana: "qual IA eu uso para fazer dashboard?". A resposta honesta é que depende da tarefa. Testamos as quatro ferramentas mais usadas em cinco tarefas que aparecem em qualquer projeto de BI. Aqui está o que encontramos.

As tarefas

  1. Modelagem: dado um conjunto de tabelas, propor o modelo estrela, as chaves e as relações.
  2. DAX: escrever e depurar medidas com contexto de filtro complexo, como comparação com período anterior respeitando um calendário fiscal.
  3. Visual customizado: gerar um visual em HTML e SVG que o Power BI não tem nativamente.
  4. Narrativa: transformar um conjunto de números em um texto executivo de dez linhas.
  5. Depuração: encontrar por que um total não bate com a soma das linhas.

Copilot (Microsoft)

Onde ganha: está dentro do Power BI. Vê o modelo, os nomes das medidas, as descrições. Desde junho de 2026 altera esquema na modelagem web: cria relações, renomeia e gera medidas. Para narrativa, o Summarize lê o relatório inteiro, inclusive visuais escondidos atrás de bookmarks.

Onde perde: depende da qualidade do modelo. Se as medidas têm nomes ruins, ele erra com confiança. Consome capacidade: resumos em escala pesam. E não escreve visual customizado.

Escolha quando: o modelo está bem documentado e a tarefa é dentro do Power BI.

Claude (Anthropic)

Onde ganha: raciocínio em cadeia longa. Nas tarefas de DAX com contexto de filtro difícil e na depuração de totais, foi o que mais vezes explicou o motivo, não só o código. É o mais forte em visual customizado: escreve HTML e SVG limpos, e mantém consistência em conversas longas de ajuste. A busca por "Claude" para vibe coding cresceu mais de 1.500% no Brasil em 2026, e isso se reflete nos fóruns de Power BI.

Onde perde: não vê o seu modelo. Você precisa colar o esquema e as medidas. Sem contexto, inventa nomes de colunas.

Escolha quando: o problema é difícil e você consegue dar o contexto.

ChatGPT (OpenAI)

Onde ganha: amplitude e velocidade. Para modelagem inicial e para "me dá dez opções de layout", é rápido e razoável. A execução de código em Python dentro do chat ajuda a testar uma transformação antes de levar ao Power Query.

Onde perde: em DAX avançado, produz respostas plausíveis que falham em contexto de filtro. Exige mais rodadas de correção.

Escolha quando: a tarefa é exploratória ou de rascunho.

Gemini (Google)

Onde ganha: integração com Google Sheets e BigQuery. Para quem está no ecossistema Google, a passagem dos dados é direta. Lida bem com arquivos grandes de contexto.

Onde perde: menos referência de Power BI no treinamento. Em DAX e em visuais customizados, ficou atrás.

Escolha quando: a fonte está no Google.

O placar por tarefa

  • Modelagem: empate entre Claude e ChatGPT, com Copilot logo atrás quando o modelo já existe.
  • DAX difícil: Claude, depois Copilot.
  • Visual customizado: Claude, com folga.
  • Narrativa: Copilot pela integração; Claude pela qualidade do texto.
  • Depuração: Claude, depois ChatGPT.

O que nenhuma resolve

Nenhuma delas conserta um modelo mal definido. Se três medidas calculam receita de formas diferentes, cada ferramenta vai escolher uma e responder com convicção. Antes de escolher a IA, unifique a definição.

Escolha a ferramenta pela tarefa. Mas prepare o modelo antes de qualquer uma delas.

Fontes: Microsoft Fabric Community, Power BI June 2026 Feature Summary, EPC Group, Copilot Summarize e capacidade, Exame, Claude lidera corrida do vibe coding.